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[BIOLOGIA] Os mecanismos de defesa da formiga.

Todo organismo vivo precisa de algum tipo de defesa. O mecanismo de defesa das formigas é variado e sofisticado, e depende, em muitos casos, de sua organização social. Espécies de várias subfamílias ("Poneromorfas", Pseudomyrmicinae, Myrmicinae) possuem um ferrão através do qual podem injetar veneno em inimigos potenciais. Estes venenos são de composição química variada. Outras espécies não possuem ferrões, pois secretam veneno cujo efeito é tópico e atuam através da pele dos vertebrados ou da cutícula dos insetos. Ainda existem espécies que utilizam as mandíbulas para abrir feridas no inimigo, onde depositam venenos que secretam das glândulas cefálicas ou abdominais para aumentar o efeito nocivo. Muitas destas espécies possuem mandíbulas poderosas, capazes de cortar materiais tão duros como madeira.
Algumas espécies são providas de mecanismos defensivos potentes. Quando se sentem ameaçadas, ficam imóveis ou se fingem de morta (tanatose) com o intuito de enganar o inimigo (conduta críptica). A falta de movimento de um objeto, unido às correlações críticas, facilmente confundíveis com os objetos inanimados ao redor dificultam a detecção, pois a maioria dos sistemas visuais dos animais utiliza o movimento ou os contrastes para definir os objetos.
Em geral, espécies que formam colônias com poucos indivíduos mostram comportamento mais críptico do que aquelas de colônias muito numerosas e agressivas, inclusive com castas especializadas para a defesa e o ataque.
A cutícula dura e grossa, os espinhos sobre o tórax, as cutículas lisas e polidas, entre outras, são adaptações morfológicas contra a predação por parte das outras formigas, aves, lagartos e aranhas, que constituem os predadores mais importantes de formigas.

Texto retirado do site: CEPLAC